segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sobre o olhar poético - na arte de escrever - por Sergio Martins



Além de ler, compor músicas, desenhar e me assomar de boas amizades, o que faço de mais prazeroso e obviamente, não o de melhor, é escrever. Escrever é algo visceral. Se não escrevo estou no vazio; pois vazio é não ser para si nem para os outros. É por esse motivo que sempre me ocupo em dar um valor poético, artístico e socialista aos meus textos. Porém, o que realmente é significante para mim, não é o simples prazer de escrever; mas sobretudo, o que esta arte tem de verdade absolutizada em mim: o modo de ver as coisas e pessoas com o deslumbramento pela beleza sempre adiante dos olhos.

"O olhar poético é o modo mais cristalino de pensar a vida".

Pintura: O nascimento de Vênus -  Botticelli

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobre o tempo - no sentir e no fazer - por Sergio Martins


Nossos sentimentos residem para além do tempo. O amor, por exemplo, é atemporal. Mas sempre chega a hora de partir... E não seguir a correnteza das horas é cometer um anacronismo contra si mesmo: expor-se aos descompassos do tempo-espaço das emoções. É como parar para ver sendo um simples expectador que jamais experimentará o prazer de fazer da vida um palco extraodinário. A ideia de que o passado pode voltar é uma cruel miragem psicológica. O futuro mora no lugar onde nós o colocamos - o amanhã desponta até o limite em que nossas mãos podem alcançar. Ao passo que a felicidade consiste em fazermos do presente um divino e irrecusável presente.

Imagem: Google

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apelo de amigo (para minha querida amiga Michele) por Sergio Martins


Você sabe muito bem, mas vou te lembrar: vou querer sentir o calor em tuas mãos, rever tuas festas, teus motivos para celebrar. Porque a vida é imensidão de se despejar inteira e diariamente na finitude do corpo e da alma.

Então, não vá dormir sem sonhar, não fique a sós esperando no cais, não apague as luzes antes que caia a noite e nunca se entregue antes "de" se não tiver absoluta certeza.

Depois do cansaço, do fastio por aguardar e de tanto se esconder, esqueça o orgulho e a vergonha. Volte a andar no caminho em que me encontrarás para outra vez se perderes no crepúsculo.

No pavor dos rumores de guerra, na amargura das horas funestas e no medo do escuro, quem há de juntar esses cacos pelo chão?

Você sabe muito bem, mas vou te lembrar: o temporal vai desconstruir as paisagens; isso é inevitável. Enquanto isso, ficarei no mesmo lugar com aquele velho modo de enxergar...

Imagem: Google
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