quarta-feira, 16 de abril de 2014

Alecrim - Sergio Martins



Poderia ser no Arpoador ou nesse velho Oeste, só que agora o trabalho é apenas falta, a folga é cansaço e o pão sem alegria...
Você já sabe mentir sem piscar os olhos?  Te vejo comprar o que não vai comer e falar tanto que quase me faz deixar de ouvir o que se deve...
No entanto, compreendo seus risos, eu também já sorri de minha insegurança e tristeza, mas nunca esqueci que a arte e a fantasia imitam a vida...
Não sou tão ingênuo para crer em paraíso, porém desconheço tais infernos e ao passo que se perdias afirmando conhecer as ruas, eu ensaiava malabarismos com as letras.

Agora te dou mais um minuto de silêncio e para a outra vida, meu carinho perfumado num ramo de alecrim.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Joatinga - Sergio Martins



       
O vento afaga o rosto e cresce outro ardente.
Surpresas de andar, de mãos e voz.
Subimos tão longe... É leve a descida.
Enleve a vida!!!
Na mesma onda que entorna e transtorna-me, nesse mar, cujas pedras conhecem a eterna juventude dos amantes, mareiam os desencontros, a tristeza de vermelhos e cansados olhos, os copos quebrados – qual sorvete na boca em água de desejo...
Não levarei a ausência, apenas a saudade e esta rua me guiando ao bom tempo. É assim que te espero a fim de dormirmos tarde ou quem sabe acordarmos para o que sonhamos. Há muito, e antes mesmo de conhecer-te, desejo o que hoje tenho como a bela estrada no amanhecer...
Um risco forte (de giz) neste outono - espelho na água de mar prenunciando o apaziguar do coração deste leme - me fez entender que naquele silêncio afetuoso havia mais razão que um outro falar de antigas músicas...
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