Quando a luz de Setembro acariciou tua face angelical
eu, vexado e bobo abri meio sorriso...
A tarde fria caiu na graça de tuas mãos de plumas
que tocaram nas árduas areias do mar...
Nem se importou com o vento em seus cabelos, com o meu olhar louco melodiando festiva a canção de brisa suave...
Eu queria apenas abaixar a cabeça e chorar mais um pouco pelas noites mal dormidas ou talvez, ouvir os marulhos, ver estrelas primaveris; sentir o mórbido e mais um pouco da ilusão de ter você...
Mas como ser indiferente à tua alegria de menina que vê o mar pela primeira vez?
E como não pedir de novo o doce quente do teu corpo que bailou e furtou-me o frio do luau?
Agora, desabotoa, incendeia minha vida inteira;
sem demora, minha doce amora, seja prazenteira.
Quero teu cheiro, tua pele muito morena e macia,
me acostumei a ser feliz no teu colo, na praia de nossa fantasia...
Vai saber; por quê?
Vai saber por que
a vida não se cansa
de levar e de trazer
(não é pra se entender)
uma nova onda de só apetecer,
de querer outro modo de olhar,
de amar e sonhar pra valer.



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