
Foi manhã teu andar no alvo da noite
e eu, prazenteiro, li na areia de tuas pegadas
o choro vencido no tempo das luas amadas
à nossa aragem feito amor sem açoite.
Foi noite teu olhar calmo de amanhã
e em desespero vi que tudo era fumaça,
fogo extinto que já deu vida de graça
à nossa viagem feito prazeres de maçã.
De Agosto foi teu corpo pálido em arrepio,
foi de boa chuva todo o teu breve gozar,
de verdade foi tua paixão e teu abandonar;
foi infeliz a outra rua de teu olhar tardio?
Mas há tantas madrugadas gris
retratadas nesse rosto e em papéis,
e há tantos créditos e débitos que fiz
de tarde em tarde autorretratos e anéis.
Do teu olhar não me surpreende a morte
e se vou em fragmentos até meu último fim,
é porque já não sofro demais; pois é só assim
que sorve as gotas de vida e sonhos o meu norte.
7 comentários:
Sérgio..desculpa a minha ausencia.
Estava com saudades de ler o que vc escreve.
E vc escreve lindamente.
Hj vc aqui com esse poema e com esta sua sensibilidade em traduzir sentimentos.
Um beijo com saudades,
Ma
Sérgio
O teu Poema fecha com Chave de Ouro "(...)é porque já não sofro demais; pois é só assim
que sorve as gotas de vida e sonhos o meu norte."
Pleno, Amigo
SOL
Escreve tão bem...é tudo muito lindo o que escreves. A cada vez que passo por aqui me encanto ainda mais!
E obrigada pelo carinho e comentário em meu blog. :)
Beijos.
Au revoir.
Sérgio,
Além de tantas noites escuras e duras, muitas madruagadas rompendo em espera e muitos outros tantos dias de sonhos...
Beijos,
Carla
oi meu menino lindo!
estava com saudade do seu poetar...é de uma elegância...e me faz delirar...
Bjsssssssssssss
Sérgio lindo e profundo. Que bom sentir, deixar fluir, absorver as palavras no silêncio do ser, gotas por gotas, sonhos por sonhos. Um beijo!
Meu querido Sérgio,teu poema me fez viajar por entre sonhos,autoretratos e anéis.
Bravo,Poeta,bravíssimo!
bjssss,Leninha.
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