quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Esmeralda (Amor de Ariel - parte 3) por Sergio Martins


Na mesma praça, no sempre novo e único crepúsculo vespertino de Dezembro em que se banhavam com as cores e luzes fervescentes do verão carioca, ambos pactuavam com o permanente sentido de um amor irrefreável. A eufórica abóboda celeste dançava com seu vestido multicolorido até despejar-se sobre a noite daquelas brisas calmas, o tempo-espaço se perdia na alegria não passageira do "ali-agora" que se apegara em seus íntimos feito verdade absoluta. 
Naqueles minutos velozes que se eternizavam, colando seu olhar nos olhos verdes da moça, Ariel rompeu com o silêncio que cultivava como forma de reverenciar toda aquela magia e enfim, repetiu seu antigo ritual:
Esmeralda intrigante e reluzente 
– mar aberto onde sou mergulhado –
és minha Graça contradizente,
dor que me faz contentado
e esmerilando teu nascente,
percebo-me aprisionado
no esmero de teu eterno poente;
e eu, mero fragmento apaixonado,
de tua aura imanente e transcendente
anseio me eternizar – felicidade de um triste fado!
Imagem: Google

2 comentários:

Felipe Souza disse...

muitooo bom seu blogg meu 10 =]

t seguindo =]

http://inconsequentte.blogspot.com/

NELL SANTOS disse...

Que posso dizer? Lindo...? Não. É pouco! Maravilhoso define melhor! Ah, como me faz falta um Ariel...(risos).

Bjs

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