terça-feira, 12 de junho de 2012

Soneto para namorar - por Sergio Martins

 


O íntimo da noite é clareza de luar despindo-me a frieza inquietante.
Na cama, muitas vezes canso o e refaço-me a juventude por querer
seu peito quente, sua voz rouca ondeando o mar em sopro delirante,
e então, numa dança ao toque das sombras, temos um só prazer.
A auréola colorida do seio lunar cresceu sobre os capinzais eriçados,
à brisa dos lábios amantes da luz negra - amores descompassados:
o lírio branco sorri aos desvarios de vulcão espargindo alegria
feito borboleta levitando alto, gozando em liberdade e poesia.
Sem assustar-se com o sentimento, o coração fará o dia florescer,
então, dormirá o passado para se acordar junto ao novo abraço:
sentir que tal mundo é o melhor lar, anseio de chocolate e amar.
Finda a euforia, há de se ter a calma dos montes no sol de amanhecer,
num sussuro de gratidão, onde ouve-se a harmonia de tempo-espaço:
Belle Époque e paixão: céu e terra em sinfonia lírica para namorar.

3 comentários:

Leninha disse...

......e que esta sinfonia perdure infinitamente...

Bjssssss,
Leninha

Renato Hemesath disse...

Ao ler tuas belas e bem elaboradas frases lembrei-me de algumas aulas que tive, fora e dentro de sala de aula. Parece que a beleza contida nos detalhes existe e está a disposição daqueles que, a cada experiência, educam os sentidos para perceber e se encantar com o que apercebem.

Grande abraço!

Amora Martins disse...

Amo seus textos, e esse em particular, sempre que leio sinto imensa emoção, super beijo meu eterno poeta, Amorinha...

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