sábado, 23 de junho de 2012

A outra estrada - por Sergio Martins

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Não confunda encostamento com acostamento.
Não há despensa, nem dispensa ou conveniência,
só esse desmedido punhado – de emergência.
E porque é tarde, terei que voltar,
talvez para o antigo e estranho lar;
pois já não penso em perder tempo.

E porque é noite, terei mesmo que partir
e isso não não é abandonar,
é que tenho pressa por seguir
a trilha onde a vida está a pulsar.

Por fim, (não) seria perfeito todo aquele sentimento
e teus olhos de adeus se perderiam mesmo do meu olhar.
Não foi egoísmo, o simples capricho de mentir, desmerecimento...
Os bons passados e os vazios de agora são ofícios do autorrebuscar.

Essas portas abertas, luzes acesas, o amor ardente,
o céu entreaberto, o medo perdido na noite fria...
A dor era outra: o desejo de viver intensamente.
A felicidade era a outra estrada - que de lá não se via.

6 comentários:

Nel Santos disse...

Oi, Sergio!

A ânsia do viver intensamente nos leva sempre a escolher um caminho a trilhar...

O que queremos é ser feliz nesta estrada - que os olhos alcançam - mas que o coração sente.

O melhor pra ti! Boa semana!
Beijos,
Nel

Smareis disse...

Olá Sérgio,

Gostei imenso de seus versos.
A outra estrada sempre existe.

Beijos e ótima semana!

SOL da Esteva disse...

Cada caminho tem o seu próprio rumo. Saber escolher a melhor estrada, a que nos conduz ao nosso destino, é uma virtude preciosa.

Abraços


SOL

Lidi Horácio disse...

Oiee te encontrei na blogosfera..
Adoreiii seu blog..
Tô te seguindo.

Me visite tbm:
http://lidiepaulo.blogspot.com.br


Beijocas :*
Ótima Noite ")

Flor de Lótus disse...

Oi,Sérgio!Essa ânsia de vida,de viver intensamente pode nos levar ao atropelamento das coisas, a viver sempre em busca de algo que não sabemos exatamente o que é.
Uma ótima semana!
Beijosss

Sophia Compeagá disse...

"antigo e estranho lar" entre outros paradoxos...
muito bom de ler!

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