domingo, 24 de março de 2013

Soneto simplista




A passo e sereno se passam os dias pelos campos em flor,
no panorama extenso da fazenda ao amanhecer
onde na ária do Sabiá, posso enfim, reconhecer
minha casa: viver é um canto solitário de prazer e amor.

No cesto de palha estão as novidades da horta. A poma deliciosa
da terra que degusto com reverência espiritual, toda a sua baga,
a semente oculta da Amêndoa, cada frutescência que me acaba
em gozo quero descobrir e levar para a Cidade Maravilhosa.

Das plantações de milho que bailam qual ouro ao vento, para ti,
minha joia agreste, ninguém dançou como eu, famélico de tua
vida; que nasça o dia, pois o tédio e o medo não existem aqui!

E acontecerá que outra vez, pela noite, o Capim-limão em ansiosa secura
aguará-se para encorpar-se ao copo da uva que alegra, excita, embriaga e
adoça, já que para sua verve nenhuma Camomila causaria útil brandura. 

Um comentário:

Severa Cabral(escritora) disse...

MEU QUERIDO !
LINDAMENTE LEIO ESSE SONETO...
BJSSSSSSSSSS

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