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sábado, 9 de novembro de 2019

Por medo -Sergio Martins







Por vezes, matei a vida por medo da morte   
Admirado, contemplava a festa nos paços de teus olhos

Há tempos, por medo da vida assassinei meus lirismos 
tentando em vão matar a boa morte     
que brota desse amor

Os poetas sabem que só se deve beber da vida   
O fim da taça

Eu já não sei mais viver pelos mortos
Que me assombravam a felicidade
Rendo-me aos pueris devaneios do prazer:
Sem poesia, toda verdade é distopia,
Sem felicidade, até a morte é vaidade

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