Desde fevereiro, corpo saudável. Alma inebriada.
De incansável e grosseiro dedilhar do destino,
suas cordas quebraram. Realidade em desafino.
Suas notas sorridentes em elegias perpetuada.
No enterro do carnaval, voltam-se ao caminho:
Baião, Forró e alegrias de antiga Bossa Nova.
Mas na esperança sob a desgraça em voga,
a viola acidentada içará seu último Chorinho.
Entre saxofones luxuosos, máscaras festivas,
eufóricas percussões e flautas orgulhosas,
sua imagem apagada que brilhava nas avenidas.
Suas fantasias em desencanto, emudecem sem as rimas.
Na beleza da folia que não transluz felicidade,
a viola acidentada mora na quarta-feira de cinzas.
5 comentários:
Oi,Sérgio!E a vida volta a realidade,as máscaras caem,as fantasias se vão e é hora de encarar a vida de frente,de fazer acontecer,não dá pra esperar os milagres virem do céu é preciso fazer a nossa parte.
Beijossss
Ainda bem que tudo volta ao normal.
É sempre bom te ler.:)
Que linda metáfora, Sérgio.
O destino as vezes nos prega uma peça, mas o importante é não se enclausurar para sempre, pois a vida continua e ainda dá para consertar alguma coisa e tocar nem que seja uma nota.
Um beijo.
Olá,
O blog “Vê se ri um pouco” entrará de recesso ate dia 31 de março, mas vc terá a oportunidade de publicar um texto SEU no meu blog, passa lá e dê uma olhada na última postagem, intitulada “Participem!!!”, pois lá estão as explicações de como ter o seu texto no Vê se ri um pouco, tanto no blog quanto no Face!
Beijos
Até mais
Sérgio, Amigo
Viola não liga bem com Carnaval. Daí as cordas se quebrarem como se de protesto fosse.
Nas Cinzas, pode renascer numa outra e nova melodia...
Abraços
SOL
http://acordarsonhando.blogspot.com/
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