quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A doceira - por Sergio Martins







Quando é noite de sexta-feira

ela desce pra quadra da Mangueira.

Faça chuva ou sol pra ela não tem saleira,

e com água na boca também vou com a baladeira.

No gingado do seu pandeiro

dança meu coração violeiro.

Tamborim de mulata-docinho,

chocalho, pé-de-moleque, cavaquinho,

brigadeiro, chocolate com cereja... linda-boleira

fez muito “doce” sem “perder a estribeira,”

me deu um beijinho com açúcar de confeiteira,

cajuzinho, suspiro de morena sambadeira;

atrás do meu sonho de creme, descerei de novo a ladeira

pois um dia, com minha cocada preta morarei

e bem-casado (ela será meu meu melhor doce que) comerei.


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