sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Tango da tonga da mironga - Sergio Martins

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No Arco do Triunfo lê-se o afã pelo triunfalismo que o originou:
Os coletes amarelos triunfarão!
No sem graça decadent-politics-Yankee-show,
nuestros hermanos dançam o desafinado dólar-furado-balão,
tentando endireitar o tango-tragic-direitista-bufão.
Macri e Macron nos deram a lição,
mas você quer comprar um barato carrão
e rumar ao país das maravilhas,
cujas fronteiras são fechadas ilhas
para dona Maria e seu João
que seriam felizes até em Cubatão
se Cuba tão, tão, tão, tão livre ilha da capital poluição,
não fosse tão distante e utópica desse mundão.
Macri-Macron/agri-Mamon já deixaram o aviso:
a velha novidade só funciona no improviso
de cinema americano que provoca riso
num sulamericano sacana, sem nenhuma grana,
que dança o tango dançado sem tanga,
tomando café sem frappé, sem ouro de Zé mané,
e assiste a tonga da macrilândia e do macronellé
desengonçada e sem cabeça nem pé,
feito panelaço de patinho amarelo sem povão ou maculelê,
na mão do malvado-bobão da corte estadunidense do cabuletê,
numa comédia desastrosa (que jura que dará pé),
nada a ver, que nada vê, apenas nada a ver o vamuvê,
o Deus-dará do imperialismo que bota/bate pra/com ferver/fuê.
Nesses arcaicos arcos triunfam algozes de Guarani Kaiowá,
e se os cidadãos de bem fazem com as mãos o violento tá-tá-tá,
em Havana, crianças livres da miséria dançam o Chá-Chá-Chá.

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