segunda-feira, 13 de maio de 2013

Das perdas - Sergio Martins






Na perda, a complexidade maior só existe quando fazemos dela algo mais destrutivo (ideia) do que a realidade em si (algo ou alguém que de fato se perdeu). Perda não é apenas o que se foi (de nós e/ou sem nós) mas também, um ponto de vista. Não vejo como perda, por exemplo, a separação do objeto do amor. As coisas e pessoas que se vão de minha vida, assim vão, por causas naturais, porque deveriam mesmo partir. O que de fato me pertence não me abandona, tudo o que se vai de mim, nunca me pertenceu; daí, eu não me importar muito com isso. As pessoas queridas que morreram, dessas sim, eu tenho muita saudade; embora elas estejam sempre junto a mim.

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