sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Após a chuvarada por Sergio Martins



Ontem vi gaviões sobre uma árvore seca e alta em meio ao trânsito desenfreado de gente, sorri com as flores rosas do ipê, percebi que o canto do Bem-te-vi pela manhã é mais vívido, abandonei o corre-corre do trabalho e o frio do ar condicionado e fui ao terraço da cobertura contemplar o crepúsculo e sentir o abraço de despedida do sol. Pela manhã, no passeio de bicicleta, retirei o casaco para sentir o frescor matinal e a poeira de chuva lavou meu rosto...

Sei que o fato de me exasperar contigo ainda que diante de sua intrigante beleza é um absurdo descomunal; todavia, reconheço a mestria da tempestade e você também sabe degustar do dia ensolarado após a chuvarada... Sou consciente de que não posso me nutrir apenas dessa minha poesia urbana, simplista e repetitiva sem respirar o ar puro de teu amor – satisfeito pela minha arte de amar-te loucamente –; pois ao fim de um curto tempo longe de ti já não conseguiria mais ter esse brilho fraco por onde a felicidade ainda vibra em meus olhos...

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