
A velha guitarra dorme empoeirada
e sem cordas, me acorda pra balada
de uma saudade do movimento “paz e amor”
em que éramos criança no jardim em flor.
As botas gastas de acampamentos e estradas,
datilográficas, muitas fitas e fotos amareladas...
Tudo “Zen” e mais cigarro antes e depois do prazer;
Che Guevara, Beatles e Woodstock pra acabar com o azedo de viver.
Vai, não demore mais, recita um poema e pega o violão,
até jurei, voltar a ter barba, calça Lee e aquele cabelão.
Que tal uma “tatoo”, um som do Cazuza, outra pintura na tela
ou o sofá mesmo? Onde estávamos que não vimos o final feliz da nossa novela?
Vou buscar a boemia de Bossa, o carnaval de Noel e Cartola,
as fitas perdidas, o "preto e branco" sem caretice, o jogo de bola,
o bloco de Copa, o chocolate, o teatro, o circo, a paixão nacional,
a cerveja, o vinho e o uísque; pois nostalgia sem folia é arte-funeral.
Bem sabemos que na época que o Rock era jovem
o mundo deixou de ser bege e que agora somem
até mesmo dos nossos sonhos os amores de Abril;
mas ainda podemos reinventar os prazeres de vinil.
Imagem: google
4 comentários:
Maravilhosa essa nostalgia sem mágoas e sem dramas, mas cheia de folia.
Gostei muito.
Beijinhos
Muitas coisas podem ser reiventadas, ou simplesmente lembradas lindamente como vc fez...
Bjsss
Mila
Entendo de nostalgia, os acordes que tiro do meu violão bem o sabem...
Os bons tempos vividos não morrem, eternizam-se na memória.
Beijo carinhoso, amigo!
Vc está coberto de razão sobre tudo o que escreveu. Muito bom! Naquela época as pessoas tinham garra e lutavam por seus ideais. Hoje tudo está na cor cinza e as depressões aumentando cada vez mais.
Cabe a cada um de nós fazer um final feliz para a própria história.
Obrigada pelo seu carinho e sua visita lá no meu cantinho.
Uma ótima Páscoa pra vc!
Bjussss
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