sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Distração - Sergio Martins






Sei que não devia; mas te vi.
Quando recebi seus olhos, foi como o despertar - um súbito pasmo diante da realidade.
Estava atento, livre, seguro e um tanto feliz entre os prazeres de vinho e a roda de violão; pois sou inteiro e me sinto pleno com os vazios naturais de todos nós, porém, você veio para pontuar significados, agitar a calmaria entediante, dar-me trabalhos, os espelhos por onde admito o que nunca quis enxergar e convidou-me a dividir muito mais do que tenho - do amor. 

Sei que não devia; mas te vi.
Quando você olhou-me, seu caminho também era um frígido Agosto...
Até que em nossa distração, pela noite caminhando, vimos um farol:
deu-se o amanhecer floral de Setembro.

Um comentário:

Nel Santos disse...

Uma hora, isso acaba acontecendo com a gente... Um momento de distração e pronto! Acontece o "Sei que não devia; mas te vi"

Pura magia da vida, de encantos e coisa e tal... rsrs

Beijos,

Nel

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