terça-feira, 21 de agosto de 2012

Soneto para uma florezinha estranha - Sergio Martins

                                                                    


                    
      Oh! florezinha simples, enigmática, linda e dormente,
      que a bailar com o vento enxuga o meu olhar,
      conceda-me o despertar com as líricas no falar,
      pois, sujeito rústico que sou, assim me faço contente.

      No orvalho da campina em que juntos nos molhamos,
      o brilho calmo da beleza matinal nos vem saudar,
      mas tão logo se evapora, então, posso me consolar
      com tudo de mais estranho e normal que pensamos.

      Em ti jamais encontrei espinho maior que o nosso amor,
      porém, quando em teu perfume não pude mais flutuar,
      em sua leveza senti a força de tua defesa em minha dor.

      Oh! florezinha simples, enigmática, linda e dormente,
      para tudo complicar me envaideci - sou todo orgulho,
pois, em sua arte a graça não susteve o “eternamente”.

Um comentário:

Luna disse...

nada dura eternamente,ficam as lembranças da florezinha simples, enigmática
beijo

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