domingo, 21 de novembro de 2010

Além-mar por Sergio Martins




Reli as cartas. Deixei entrar.
De folhas amareladas, sonhos amassados, corações rasgados... se fazem os rascunhos de uma vida desejável.

Dei as costas. Resolvi esquecer.
Fechei as portas. Não deu pra conter.
O oxigênio sufocado inebriou-me. Lembrei das manhãs primaveris, tive de acordar. E na delirante gravidade de toda essa relatividade, abri a cabeça.

A poesia se (re) fez
– em além-mar–
perdido estou outra vez.


Um comentário:

Tati disse...

Resolvi fazer o que a prosa me sugeriu e, olha o que eu encontrei:

"Defronte ao túmulo de suas letras, lanço esta coroa de vívidas flores que fiz agora..."

Lembra-se?

É sempre muito bom ler vc, bjs.

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