sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Canção dos aventureiros por Sergio Martins



Eis as veias de minas que leva-os até o céu... Outrora, viam-se desgraçados, mas, eis aqui, frutos de tão grande desespero: olhos brilhantes, mentes de Esmeralda, sangue de Rubis, almas de Ouro!

E quem os observa é quem cansou de esperar– por causa das inquietações do muito sonhar que interrompeu seu tranquilo sono–, deixou de buscar, visto que, trancado por dentro, apenas vê pela janela seu mundo garimpar. E em seu destino aventureiro, em seus impulsos disrítmicos; em sobras se enxerga – em restolho – resto de restos: por muito que se gastou, conseguiu tudo o que mais temia; é a sina de quem achou inteligente o pensar com o coração.

Não obstante, quem nunca foi– sem freios para o insucesso– um cristal entre mil faróis, um balde d`água no oceano, um minério afundado, escondido à sombra plena desta dimensão, ou nunca se flagelou na montanha ou nas baixezas, na caça ao tesouro que se lhe restou em nada?

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