terça-feira, 2 de julho de 2013

Chuva e imensidão - por Fábio Alcoforado e Sergio Martins





Penso num mundo de guarda-chuvas...
As chuvas que guardo em meu mundo
nunca as possuo, são tuas.
Inundo.
Essas gotas travestidas de iris insistem em chover ao contrário; pondo-me
aos braços de Isis, Valquirias, Rosas... a caminhar para Maria-já-é-dia.
Preso nos meus dias de chuva, livre estou do que não sou. Já dispenso o que me guarda...
Na noite de Maria, a noite me aguarda...
Corro da chuva ao luar. Depressa. Com pressa, as prévias de uma prece que parece perecer,
mas não me roube a solidão; eis-me guardião, ancião e muitas vezes meu próprio ladrão...
A chuva que te alaga também são minhas àguas paradas:
redundância de chuva e imensidão.


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