sábado, 16 de outubro de 2010

Desse Rio por Sergio Martins



Um rio abastado parece sempre sorrir.
Se o rio transbordante sorri, eu sorrio.
Na antiga aversão, no mesmo seguir,
na crise da poluição, no secular esguio. 

De mar e amar sou rio cheio;
ainda que no meio-a-meio,
no tudo-ou-nada, no estio,
no aperto de margem, no vazio
de Janeiro a Janeiro,
reinvento-me por inteiro.

Sem perder o doce, minha razão corre ao vento.
Deságuo no amargo, mas não nego o sentimento.

Intenso, às vezes luto, às vezes vadio,

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