sábado, 23 de outubro de 2010

Véu por Sergio Martins



Conheço bem as vozes que sopram ao vento de praia
onde é pela metade toda lua até que o dia raia.
Faz muito tempo que o coração de luau atravessou a avenida
e agora, ouve apenas as recordações dessa chuva enfurecida.

Depois que vi o brusco estrago de um furacão
entendi que para a canoa o mar é imensidão;
senti a chuva fresca no dia de sol
e a intrigante beleza de um atol.

Calma amor, tudo é apenas desespero de céu;
sei que um dia vamos recordar:
“falta de dor também pode ser um véu
que a luz de um verão tenta ofuscar.”

Me dê a mão, pois é infelicidade toda a altivez.
Agora que meu olhar para o mundo é de primeira vez,
venha fotografar o arco-íris que toca a montanha e o mar,
pois o amor igual areia de mar que se for libertada, com as mãos se deixa apanhar.

Imagem: http://cinzasdecarvalho.zip.net/arch2009-12-20_2009-12-26.html

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