quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Era da consciência por Sergio Martins


Andava assim, a soltos passos
no largo olhar de infância,
inspirava a todos – laços
do amor em sua eterna estância.

Marejava o belo “campo das idéias”,
saboreava o silêncio, o canto das Catléias,
entregava-se o corpo aos seios litorais,
enchia-se a alma dos brilhos campais.

Mas os deuses sentiram inveja até de sua solidão...
E no dia em que o sol fez-se escuridão,
o feitiço lhe beijou com lábios de mulher amada;
e mordida, a fruta do prazer, num arrepio de morte gelada,
ele pensou que tudo não passava de um sonho, uma terçã,
mas desperto do eclipse, seus olhos já eram outros – amanhã.

Imagem: http://www.institutouniao.com.br/meditacao/

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